Por que se repete o que dói? A lógica do gozo!
Por trás dos comportamentos repetitivos, o que acontece é que impulsos primitivos reprimidos estão encontrando satisfação. Um exemplo: uma pessoa com um impulso de agressividade reprimido pode, ao longo da vida, tomar a si mesma como objeto — ao invés de agredir o outro, deixa-se abusar, deixando o outro machucá-la, satisfazendo assim o impulso agressivo que tem dentro de si, mesmo que por uma via doentia.
A compulsão a repetir está ligada à não-aceitação da realidade frustrante, à inevitabilidade da perda — logo, a uma incapacidade de fazer o trabalho de luto.
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