No cenário clínico contemporâneo, a ansiedade e a depressão são frequentemente tratadas como meros desarranjos químicos ou falhas de adaptação à rotina. Para a psicanálise, no entanto, essas manifestações não são o ponto de partida, mas sim o ponto de chegada: são respostas subjetivas, ruidosas e dolorosas do ego diante daquilo que ele não consegue digerir em seu mundo interno.