A repetição do sofrimento é um dos maiores enigmas da condição humana. No cotidiano, a lógica do senso comum sugere que o indivíduo deveria, por instinto de conservação, buscar o prazer e afastar-se da dor. Contudo, a experiência clínica e o dia a dia demonstram o oposto: os sujeitos frequentemente se encontram enredados nos mesmos relacionamentos destrutivos, nas mesmas escolhas profissionais fracassadas e nas mesmas dinâmicas de autossabotagem.